INSTITUTO DOS VINHOS DO DOURO E DO PORTO
06/11/2006
 

O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), de Portugal, realizou, no dia 6 de novembro, um grande evento de degustação dos seus vinhos no Rio de Janeiro, na Casa de Arte e  Cultura Julieta de Serpa, cenário ideal para a classe que o vinho exibe. Esses eventos são parte das comemorações mundiais dos 250 anos da demarcação da primeira região produtora de vinhos no mundo, a região do Douro, onde se produz o Vinho do Porto.

 

O ponto alto da festa foi a realização de uma degustação especial de Vinhos do Porto harmonizados com pratos criados criados por três chefes de prestígio: Francesco Carli, do restaurante Cipriani, do Hotel Copacabana Palace, Frédéric de Maeyer do restaurante Eça e Mônica Rangel, restaurante Gosto com Gosto; em Visconde de Mauá. A degustação aconteceu no restaurante Blason, na Casa Julieta de Serpa. A intenção do IDVP ao realizar a prova harmonizada foi a de demonstrar que o Vinho do Porto não precisa ser degustado apenas como aperitivo ou no pós-refeição, acompanhando o charuto, mas que também é muito bem vindo acompanhando outros tipos de pratos.

 

A cada um cabia a tarefa de criar uma entrada e uma sobremesa com seis tipos diferentes de portos que lhe foram designados, para mostrar a diversidade desse tipo de bebida.  A combinação tradicional do Porto é com sobremesas de nozes e chocolate. Mas dessa vez, a pedido do IDVP os chefes criaram também entradas para serem degustadas com o Porto. A combinação de Porto com chocolate já é tradicional e para isso o Chef belga Frederic criou um prato com 3 sabores de chocolates e um toque brasileiro com tapioca no fundo da taça, a taça de chocolate paixão. A combinação com o vinho foi perfeita. A variação ficou por conta da Chef Mônica Rangel que combinou seu porto com um pudim de queijo de cabra, harmonizado com um Burmester LBV 2000. Francesco Carli arrasou ao oferecer três versões de chocolate para o seu vinho, com a trilogia de chocolate.

 

Um dos critérios para a escolha dos chefs, além de sua fama, foi a influencia de que suas diferentes nacionalidades poderiam dar ao paladar de suas criações. A belga do chefe Frédéric, a italiana por Francesco e a brasileira, mais especificamente mineira, por Mônica. Essa versatilidade em harmonizações com Porto, pouco difundida no Brasil e já bastante praticada mundialmente. 50 convidados de destaque no meio da gastronomia do Riot tiveram a oportunidade de degustar estas iguarias.

 

Todos os chefs ficaram honrados com o convite para participar do evento e gostaram do desafio de criar os pratos. "Foi muito interessante a harmonização do vinho do porto com a culinária brasileira, principalmente a mineira, que é a minha especialidade. Tenho uma visão contemporânea da gastronomia nacional o que facilitou o trabalho de criação. O detalhe do Danablu na entrada, que tem um toque amargo e picante combinou perfeitamente com o Tawny da Càlem, por ser bastante aromático, frutado e mais adocicado. Já o toque das especiarias na sobremesa em combinação com o queijo de cabra necessitava de um vinho com mais força e presença como o Burmester LBV 2000." – afirmou a chef Mônica Rangel.

 


Chef Frédéric de Maeyer do restaurante Eça, chef Mônica Rangel, restaurante Gosto com Gosto,
 de Visconde de Mauá e Francesco Carli, do restaurante Cipriani

 


Cristiane Miranda, Maria Lúcia e Romaine Carélli

 

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