VINHOS

VINHOS NACIONAIS


(Matéria encaminhada pela associada, Regina Canizio)

Em maio de 2001, as vinícolas brasileiras Salton, Miolo, Aurora e Marson tiveram seus vinhos premiados no Challenge International du Vin 2001. O reconhecimento internacional, com inúmeras premiações em renomados concursos, vem contribuindo para melhorar a imagem do vinho brasileiro e aumentar o seu consumo.

O preconceito ainda existe, por muitos anos vinho brasileiro foi sinônimo de vinho suave de garrafão, mas a realidade mostra que o Brasil está cada vez mais produzindo vinhos de boa qualidade, com uvas viníferas originárias de ótimas safras.
Nos últimos anos, desde a filiação em 1995 da Associação Brasileira de Enologia à OIV- Organização Internacional da Uva e do Vinho, as vinícolas brasileiras foram agraciadas com 335 prêmios em concursos internacionais.

 
A produção vinícola brasileira está concentrada na Região de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, mas também são grandes produtoras as regiões da Campanha (Rio Grande do Sul), São Joaquim (Santa Catarina) e Vale do São Francisco (Município de Lagoa Grande).
Graças ao investimento em pesquisas e aos avanços tecnológicos ( a Região da Campanha dispõe de um avançado laboratório brasileiro de clonagem de videiras que está gerando mudas 100% saudáveis ), as vinícolas estão produzindo uvas viníferas de melhor qualidade.

Conheça os vinhos premiados das melhores vinícolas brasileiras em 2000/2001:

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VINHOS ESTRANGEIROS

APRESENTAÇÃO FEITA NO DIA 16.04.2002
PELA CONFRADE SUZETTE AMOROSO

Imagine-se viajando de balão, num dia de primavera, há 250 anos, e tendo de pousar na colina de Corton ou nos vinhedos de Volnay ou Chambertin. Você saberá exatamente onde se encontra - supondo-se, claro, que conheça aquelas colinas como são hoje. Esfregará os olhos ante o estranho e denso emaranhado de videiras. (...) Os aldeões também hão de esfregar os olhos: os irmãos Montgolfier, inventores do aerostato, ainda não haviam construído seu primeiro modelo. (...) Fundamentalmente, do pináculo da igreja nas colinas de Volnay à coroa de floresta no topo de Corton, estará contemplando as mesmas vinhas de hoje. E, quando encontrar o caminho de uma adega, provará em seu tastevin de prata um vinho pouco diferente do atual. O aroma de hortelã fresca exalado pela Pinot Noir lhe confirmará que você de fato se acha na Côte D'Or. O aroma é a pista. Nas palavras de Claude Arnoux, o padre que escreveu La Situation de la Bourgogne em 1728, os vinhos da Borgonha tem `vapores doces'. São tomados `de duas maneiras: pelo nariz e pela boca, ao mesmo tempo ou separadamente'. A Borgonha não passou por uma experiência semelhante à que Bordeaux viveu no século XVIII. Não inventou vinhos novos, nem assistiu ao plantio de novas áreas. (...) Borgonha revela uma evolução de gostos e técnicas, novas forças de mercado e sobretudo um lento processo de definição.

PINOT NOIR

Pinot Noir tem uma complexidade e delicadeza ao mesmo tempo, e os sabores elaborados que simplesmente encantam. Ainda o Pinot Noir é famosa pela sua inconstância e mutabilidade genética, fazendo isto um varietal verdadeiramente desafiador para winemakers dominar.

Em recentes anos, o potencial da Pinot Noir foi descoberto por muitos vinhedos de Califórnia. Embora a uva é frágil e difícil crescer, winemakers de Califórnia levaram o desafio com paixão e criatividade.

As uvas Pinot Noir crescem melhores em climas mais frescos com brisas nubladas. O mais baixo açúcar das uvas, ácidos mais altos e mais baixo pH contribuem para os vinhos terem grande potencial de envelhecimento contudo delicadeza relativa. Colheitas cedo, climas mais frescos e envelhecimento de barril pequeno tudo contribuem a um Pinot Noir maduro encantador.

Embora imprevisível às vezes, o melhor Pinot Noirs são os que encantam no intenso aromas, sabores complexos e texturas sedosas longas. Eles têm uma cor vermelha rubi escuro . A maioria do Pinot Noirs é bebível quando jovem.

Pinot Noir é um vinho tinto maravilhosamente rico, encorpado e gracioso,qual é especialmente versátil à mesa de jantar.

Ë uma uva usada exclusivamente para a produção dos grandes vinhos da Borgonha, na região Cote dor, na França. Mas hoje já é cultivada na Espanha, Austrália, Alemanha, Áustria, Suíça, Chile, Argentina, Califónia, África do Sul, Nova Zelândia, Austrália.

A uva tinta da região de BORGONHA de França. É responsável pelos grandes (e caros) vinhos tintos do CÔTE de Borgonha região de D'OR que inclui esses de BEAUNE, ÉGUAS de BONNES, CHAMBERTIN, CORTON, MUSIGNY, POMMARD, RICHEBOURG, ROMANÉE-CONTI, e VOLNAY.

É pensado que o Pinot Noir tem sido crescido na França durante mais de 2,000 anos, talvez até mesmo antes da invasão romana desta área. A videira de Pinot é descrita como " geneticamente instável, enquanto " significando que transforma muito facilmente que faz consistência desta videira extremamente difícil. Há estimativas de mais de 1,000 tipos diferentes ou clones que pertencem à família de Pinot. Alguns, como PINOT BLANC, PINOT GRIS, e PINOT MEUNIER, se tornaram variedades famosas no próprio deles/delas.

A combinação de Pinot Noir está transformando característica e exigências crescentes (uma estação crescente longa, fresca) faz para que esta variedadeuma uva difícil de fazer vinho (até mesmo para o Borgonhês).

Quando o vinho é jovem, tem boas características frutuosas,das mais simples de cerejas, ameixas, framboesas, e morangos. Quando amadurecem estes vinhos, eles exibem uma variedade de características COMPLEXAS inclusive chocolate, figos, ameixas secas, trufas, e violetas. A França é o cultivador maior do Pinot Noir, mas poucas áreas fora de Borgonha fazem para realmente grande Pinot vinhos de Noir.

Na região de CHAMPANHE, o Pinot Noir é um das três variedades de uva (junto com CHARDONNAY e MEUNIER).

Pinot Noir também é uma uva tinta importante na Alemanha (onde é conhecido como Spätburgunder).

Pinot Noir é conhecido como Blauburgunder em algumas áreas e Pinot Nero em outros na Itália do norte.

Pinot Noir também é crescido na Suíça, como também alguns dos países europeus orientais.

Tem tido muitos esforços nos Estados Unidos para cultivar o grande Borgonha Pinots, mas os negociantes ainda estão experimentando para propor a fórmula certa.

Algum do melhor Pinot da Califórnia vêm das regiões do estado como CARNEROS, o VALE de RIO RUSSO, e partes de MONTEREY, SAN LUIS OBISPO, e SANTA BARBARA municípios.

A estação crescente longa, fresca de Oregon é conducente à produção de algum Pino Noir encantador . Em partes várias do Pinot Noir mundial também é conhecido como Blauer Klevner, Blauer Spätburgunder, Burgundac Crni, Nagyburgundi, Pineau, e Savagnin Noir.

Potencial de guarda

5-8 anos

Combinação Gastronômica

Codornas, Perdiz, carnes com molhos e queijos

Temperatura de serviço

13 a 14 graus

Superfície Vinícola:

18'358'723 metros quadrados

Considerada a grande uva da Borgonha, a Pinot Noir é uma variedade extremamente delicada, que sofre profundamente com as mudanças ambientais, como alternâncias de frio e calor, e é notoriamente complicada para trabalhar depois de colhida, já que sua casca se rompe facilmente, liberando o suco da fruta.

A ênfase recai tanto sobre a vantagem de plantá-la em climas frios como em fazer uma rigorosa seleção clonal, pois o plantio do clone errado em locais inadequados resultam em vinhos insípidos.

Mesmo depois da fermentação, o vinho feito com a Pinot Noir é de difícil avaliação fora do barril e, mesmo na garrafa, muitas vezes varia, apresentando-se fraco num dia e exuberante no outro.

Em geral, os vinhos Pinot Noir atingem a maturidade em 8 a 10 anos, declinando pouco tempo depois.

Além de ser a uva clássica da Borgonha, ela também tem seu papel na Champagne, onde é prensada imediatamente depois de colhida a fim de produzir suco branco.

A Pinot Noir é praticamente a única tinta cultivada na Alsácia.

Na Califórnia, os vinhos Pinot Noir se destacaram no fim dos anos 80 e início dos 90, e parecem ter possibilidade de progredir futuramente. Para melhorar substancialmente a qualidade, é preciso não vinificar a Pinot Noir como se fosse Cabernet, deve-se plantar os vinhedos em climas mais frios e não se esquecer de que a produção deve ser pequena e controlada.

Aromas e sabores: Quando jovem, frutas vermelhas (framboesas, morangos e cerejas). Na Borgonha, notas florais (violeta), enquanto na Califórnia e na Austrália, surge o café torrado (aromas "empireumáticos").

Maduro, principalmente na Borgonha, lembra caça, couro, alcaçuz, trufas negras, estábulo e o "sous-bois", misto de terra úmida, cogumelos e folhas Em decomposição

Nos EUA, temos regiões que cultivam a Pinot Noir e produzem vinhos, tais, como: Califórnia ( antítese da França, pois enquanto na França se dá importância para o solo, na Califórnia ao clima)- Monterrey, Nappa Valley- Carneros, Santa Bárbara e San Luis Obispo, depois temos o Oregon ( em 1980 surgiu a Pinot Noir- pois é um clima muito semelhante á Borgonha), Washington onde se concentrou a Pinot Noir- onde a caracteristica principal é o intenso frutado, e por último o estado e Nova York.

Na América do Sul, temos o Chile ( com suas regiòes Aconcagua, Maipo, Rapel, Curico, Maule e a nova região de Casablanca – entre Santiago e Valparaíso) Brasil ( serras gaúchas).

Temos também a Austrália (a Pinot Noir foi a mais difícil de se adaptar, mas os decididos e esforçados produtores, estão próximos a encontrar microclimas que favorecem a Pinot Noir) nas regiões de Adelaide Hills, Hunter Valley ( embora com climas quentes há bons Pinot Noir), Tasmânia ( o clima é muitíssimo frio, com ventos gelados, embora está ainda em experimento, é um ótimo clima para Pinot Noir).

Na Nova Zelândia, explodiu no final dos anos 80, no palco internacional do vinho, seu Pinot Noir em conjunto com o Chardonnay é usado na Região de Marlborough, para fazer espumantes cada vez mais finos, em Martinborough, é feito o mais borgonhes dos Pinot Noir, assim como a região de Nelson,Otago Central.

Na África do Sul, os vinhos tintos são macios, ricos, onde a Cidade do Cabo, é generosamente dotada de recursos naturais, com clima ideal especialmente em Paarl ( tem invernos úmidos e verões longos quentes e secos, com solos variados) ,Stellenbosch 9 há uma extraordinária concentração de boas qualidades, bem como as três maiores companhias ), e está livre em grande parte das doenças, embora a maioria das castas européias se adaptam , a Pinot Noir é mais restrita, onde dispões de uma variedade própria, a PINOTAGE ( que é o cruzamento da Pinot Noir com o vulgar Cisault), que resulta um vinho de caráter robusto e apimentado, quente e frutado, dá também um tanino áspero e de borracha, mas os melhores vinhos podem desenvolver uma complexidade carnuda com a idade, e ,se o tanino for controlado , podem ser atraentementes perfumados a framboesa.

BIBLIOGRAFIA

© Copyright Ron Herbst e Sharon Tyler Herbst baseado no COMPANHEIRO de O AMANTE de VINHO,
por Ron Herbst e Sharon Tyler Herbst.

- JORNAL o ESTADO DE S PAULO, março 1999 , caderno 2

- A DESCOBERTA DO VINHO - Joanna Simon, 1994

- Guia de Vinhos, Hugh Johnson 2001- Cia Da Letras

CASTAS PORTUGUESAS
colaboração: Emília Leandro

Uvas para vinho branco

Nome oficial

Sinônimos reconhecido

Sinônimos

Alicante Branco

 

Cachudo (Douro), Branco Conceição, Pérola

Almafra

 

 

Almenhaca

 

 

Alvadurão

 

 

Alvar

 

Alvar Branco

Alvarelhão Branco

 

 

Alvarinho

 

Galego, Galeguinho

Antao Vaz

 

 

Arinto

Pedernã

Arinto (Bucelas), Pé de Perdiz Branco, Chapeludo, Cerceal, Azal Espanhol, Azal, Galego, Branco Espanhol, Arinto (Anadia)

Arinto do Interior

 

Arinto do Douro (Dao), Arinto de Trás-os-Montes

Arns Burguer

 

 

Assaraky

 

 

Avesso

 

 

Azal

 

Azal (Lixa), Gadelhudo, Carvalhal, Pinheira

Babosa

 

Malvasia Babosa

Barcelo

 

 

Bastardo Branco

 

 

Batoca

 

Alvaraça, Alvaroça, Sedouro

Beba

 

 

Bical

 

Borrado das Moscas, Arinto (Alcobaça), Fernão Pires, do Galego, Pedro

Boal Barreiro

 

 

Boal Branco

 

Boal Branco (Bairrada)

Boal Espinho

 

Batalhinha

Branca de Anadia

 

 

Branco Desconhecido

 

 

Branco Especial

 

 

Branco Gouvães

 

 

Branco Guimarães

 

 

Branco João

 

Branco Sr. João

Branda

 

D. Branca, Dona Branca (Dão)

Budelho

 

 

Carnho

 

 

Caracol

 

 

Cara meia

 

 

Carão de Moça

 

 

Carrasquenho

 

Boal Carrasquenho

Carrega Branco

 

Malvasia Polta, Barranquesa

Cascal

 

 

Castália

 

 

Castelão Branco

 

 

Castelo Branco

 

 

Cerceal Branco

 

Cercial (Douro)

Cercial

 

Cercial (Bairrada)

Chardonnay

 

 

Chasselas

 

 

Chasselas Sabor

 

 

Chasselas Salsa

 

 

Chenin

 

 

Côdega de Larinho

 

 

Colombard

 

 

Cornichon

 

 

Corval

 

 

Crato Espanhol

 

 

Dedo de Dama

 

 

Diagalves

 

Formosa, Carnal

Dona Branca

 

Dona Branca (Douro)

Dona Joaquina

 

 

Donzelinho Branco

 

 

Dorinto

 

Arinto Branco (Douro)

Encruzado

 

 

Esganinho

 

 

Esganoso

 

Esganoso de lima, Esganinho, Esgana Cão Furnicoso

Estreito Macio

 

Estreito ou Rabigato

Fernão Pires

Maria Gomes

 

Folgasão

Terrantez(4)

Terrantez (Madeira)

Folha de Figueira

 

 

Fonte Cal

 

 

Galego Dourado

 

 

Generosa

 

 

Gigante

 

Branco Gigante

Godelho

 

 

Gouveio

 

Verdelho (Douro)

Gouveio Estimado

 

 

Gouveio Real

 

 

Granho

 

 

Jacquere

 

 

Jampal

 

 

Lameiro

 

Branco lameiro, lameirinho, luzidio (Vinho Verde)

Larião

 

 

Leira

 

 

Lilás

 

Alvarinho lilás

Loureiro

 

 

Luzidio

 

 

Malvasia

 

Malvasia (Colares)

Malvasia Bianca

 

 

Malvasia Branca

 

Malvasia (Açores)

Malvasia Branca de S. Jorge

 

 

Malvasia Cândida

 

 

Malvasia Fina

Boal(4)

Boal (Madeira), Boal Branco (Algarve), Arinto-do-Dao, Assario Branco, Arinto, Galego, Boal, Cachudo (Ribatejo)

Malvasia Parda

 

 

Malvasia Rei

 

Seminário, Assario (Alentejo), Listrao, Pérola (Alentejo), Moscatel Carré, Grés, Olho de Lebre

Malvasia Romana

 

Malvasia Cãndida Romana, Malvasia Candida Branca

Malvia

 

Malvasia de Setúbal

Malvoeira

 

Malvasia de Oeiras

Manteúdo

 

Manteúdo B., Vale Grosso, Manteúdo Branco (Algarve, Alentejo)

Marquinhas

 

 

Molinha

 

 

Moscadet